acordei com aquele maldito barulho do caminhãozinho que vende verduras, detergentes, legumes ou desinfetantes. o que ele anunciava naquele megafone com som de rádio a pilhas eu não entendi.
levantei da cama sem lavar o rosto nem nada e fui lá pra frente ver o que estava acontecendo.
pela grade pude ver que não era um caminhão normal, e sim um daqueles ônibus escolares antigos que tem lá na terra dos yankees. não sei por que eu pensei que esse tal ônibus/caminhão estivesse subindo a rua quando me despertou. na verdade estava descendo.
vi quatro crianças. cada uma com seus doze anos, mais ou menos. ambos guris. o primeiro dirigia o ônibus que descia a rua. o segundo e o terceiro corriam do lado da porta onde o quarto estava pendurado, quase caindo, com uma jaquetinha amarela. não conseguiu se segurar, caiu no asfalto, saiu rolando e ficou pra trás. os outros três acho que não viram, ou se fizeram pra não ajudar, ou sabiam por intuição que o quarto não tinha se machucado.
só depois eu vi, ainda do mesmo lugar, que ele estava bem, porque se levantou e saiu correndo atrás do ônibus junto com o terceiro e o segundo.
quando chegaram na frente do bar, o primeiro parou o ônibus e desceu. a função toda, pelo que eu entendi, era que ele tinha que carregar uns sacos de 25Kg de farinha pra dentro de uma gaiola que ficava dentro do bar, esse. uma gaiola grande, tipo uma jaula, mas, se comparada a uma jaula: pequena. como era muito pesado pra uma criança de 12 anos ele saiu correndo e se trancou lá dentro, enquanto o segundo e o terceiro pegavam punhados de farinha e arremessavam na cara dele, que mastigava tudo e cuspia no chão da gaiola. logo chegou o quarto, esbaforido, e ajudou o segundo e o terceiro na tarefa de arremessar farinha na boca do primeiro.
o ônibus ficou parado ali no meio da rua. eu troquei de sonho.
Arquivo para Julho, 2007
o guri da farinha na gaiola
29.07.07¿colocación o posición?
17.07.07por que na versão em espanhol do sítio dos jogos panamericanos só as colunas do quadro de medalhas do primeiro grupo têm o título em espanhol? as demais estão em português. por que? hein? quem é que esqueceu de traduzir isso, hein? hein? heinnnnnnnn?
custava?
o primeiro bloco tem Colocación e Mixto, enquanto os demais têm Pos. (que até se justificaria como um Posición) e Misto, respectivamente.
tu achou que não funcionava, né?
16.07.07- o cadastro de notícias do sítio do grêmio não tá funcionando
- tá sim, tenho certeza
- não tá
- tá sim!
- não táááááá
(alguns tlec-tlecs depois…)
- olha aqui, ó, como tá funcionando. te falei..

é.. e não é que estava funcionando, mesmo?
sequela da Malhação
16.07.07fazendo jus ao que vem lá do Brasil, onde existe a Rede Globo, esta chamada no sítio do Globo Esporte mostra realmente como, praquelas bandas de lá, a vida é uma Malhação (tan tan tan):
Os argentinos do Grêmio não teriam como evitar a zoação dos colegas depois do título da seleção brasileira na Copa América.
é isso aí, brother! mó zoação.. fiquei boladão meixmu. caraca, cê tá pensando que a parada é assim, cupádi? né assim nãã, irrmão..
TV2 DOIS GUAÍBA, VIVE!
BRIZOLA VIVE!
ainda não tive oportunidade de assistir ao canal importado, aquele, acho que Record, que puseram no lugar do meu amado DOIS, onde eu assistia a ótimos documentários gravados há uns 36 anos, com um tiozinho de uma voz muito preza. mas, certamente, não será a mesma coisa.
DOIS, JAMAIS NOS MATARÃO!
só esqueceu de apertar o “shift”
16.07.07diretamente do sítio do grêmio, mais uma da série “Afobadinho do Submit”. dessa vez esqueceram de apertar o SHIFT e saiu um acento agudo no lugar do grave, que até passa despercebido em meio às palavras superlegais (acho que compraram um glossário novo lá na redação).
Já o Brasil, por sua vez, com uma seleção descaracterizada, sem a presença dos maiores craques que preferiram curtir férias a defender as cores do país, veio galgando um caminho cheio de percalços até chegar á final da competição.
vulneravelmente influenciável
14.07.07vi esse disco, chamado Meu Laiaraiá, do Martinho da Vila, datado de 1970, lá no loronix. vou baixar só porque achei a capa espetacular. não houve como resistir.
cuidado! se tu não tá a fim de baixar esse disco, recomendo que nem veja a capa.
complicabilidade exemplificada!
14.07.07“… o primeiro gol da camiseta 10, basileira, desde que foi eleita a melhor jogadora em dezembro de 2006.” (Regis Roesing, há pouco, acho que no JN)
essa, pra eu entender, só desenhando.
quase tão complexa quanto aquela das cotas para estudantes negros, oriundos de escolas públicas, que tenham participado exatos 82% das aulas da professora Rita e sentado na segunda mesa do refeitório quando a merenda era massa-com-molho (mas somente às quintas).
Faubourg Saint-Denis
14.07.07esse é o nome de um dos 18 filminhos de cinco minutos do Paris, te amo (Paris, je t’aime), que já assisti duas vezes no cinema, e pretendo assistir pelo menos mais umas cinco milhões, quatrocentos e oitenta e nove mil e vinte e dois centavos de vezes com a marina(L).
dentre os dezessete restantes, vários são ótimos. mas esse foi fodástico porque só fez ressaltar o “medo” que eu tenho de atrizes.
tem ele completo no youtube.
vou ver se acho mais filmes do Tom Tykwer, que é o diretor desse.
é o frio!
14.07.07tá certo que está um frio da gota, como diz minha avó, e esses erros de digitação, nessas épocas, são perdoáveis. mais ainda quando estamos digitando de luva. porém, reler tudo antes de apertar o submit não custa nada.
eu sempre tento entrar em contato com os redatores dos sítios – antes que alguma das minhas duas leitoras resolva me chamar de oportunista. mas os do sítio do grêmio são uns que nunca me “escutam”. então, não vou tentar ajudar.

eu e minhas bateções ao telefone
14.07.07odeio quando as coisas não acontecem como eu esperava. soa o telefone:
- ãm*
[tiruriruriruriruruuuu {aquela musiquinha de espera}]
- boa tarrde, purr favô o senhorr Valdemarr Pereiiira? perguntou a goiana do telemarketing
- não tem nenhum Valdemar, aqui
- não conxta nenhum Valdemarr nesse numero, senhorrr?
- não
- ah, ok, então. tenha uma boa tarrrde e dixculpe pelo incômodo.
- de nada. boa tarde!
droga! e estava esperando por um “obrigado”, já tinha um “de nada” engatilhado e não tive como evitar. acho que eu sempre espero por isso ao final de uma ligação.
* eu atendi desse jeito, não com o tradicional alô, porque esperava que fosse uma ligação da tainá. pra amigos eu não digo alô.
conclusão: ou a vida se adapta às minhas esperanças ou alguém vai sair muito magoado nessa nossa relação. veremos!
